Nota

Gente amiga,

Eu sei que estou com o blog desatualizado faz um mês. Acabei passando por umas mudanças na minha vida (psicologicamente falando) e estou rodeada de trabalhos da faculdade. Mas não pensem que eu abandonei isso aqui não! Muito pelo contrário! Eu ainda pretendo voltar com tudo! Apenas preciso de tempo para me organizar e conseguir a inspiração que eu tenho para escrever.

Em breve estarei aqui!

;D

Out of Inspiration

Vocês devem ter notado que estou há um mês sem postar. Isto porque estou completamente sem inspiração! Já comecei vários posts, mas não consegui terminar nenhum!

Tinha programado uma crítica sobre o Homem de Ferro 3, mas eu não achei as “palavras” certas para fazer um texto argumentativo e, de qualquer forma, a crítica deste carinha aqui mostra a minha opinião sobre o filme. Em suma, o filme é um cocô! Não precisam assistir! A não ser que vocês queiram ver (Perigo: Spoilers!) o Mandarim totalmente escrachado e um final em que o Tony Stark tira o reator do peito!

Outra coisa é que eu resolvi recolocar Smalville na minha vida. Digo isso porque eu assistia quando passava no SBT há alguns anos atrás (acho que assisti até a terceira temporada) e, de um tempo para cá, comecei a olhar novamente. Agora eu não tenho mais vida! Digo vivo para os trabalhos da faculdade e para assistir o seriado. Mas, como eu me conheço quase muito bem, sei que logo esse vício vai passar e eu vou assistir o seriado sem ansiar muito pelos próximos episódios. Aliás, meu cunhado e eu estamos disputando para ver quem casa com o Tom Welling.

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Enfim, logo a inspiração volta. Espero!

(:

 

*Cu = Apelido carinhoso para “cunhado”.

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Odeio Gatos, sqn

Nota: A inspiração para esse post veio de uma publicação na página Strormtroop3r e da minha querida gatinha, que está bem doente. Eu espero que ela se recupere logo.

Não é novidade que muitas pessoas odeiem gatos. Até você que está lendo isto deve falar: “Não gosto de gatos, nunca gostei.”, mesmo que nunca tenha convivido com um. Têm pessoas que fazem questão de mostrar seu desgosto, de deixar claro que não gostam de gatos. Como se isso fosse motivo de orgulho para elas.

No post da página Strormtroop3r, onde mostrava um cara meio mal-humorado se derretendo por um gato e uma legenda com os dizeres Quem não se derrete vendo um gato, cara?, uma grande parte dos comentários falava algo como: “Eu”, “Odeio gatos”, “Não curto gatos”, “Acho gatos nojentos” etc. Queria saber se quem fez esses comentários culpa os gatos de alguma coisa.

Eu sei que as pessoas possuem o direito de não gostarem de gatos e sei que, a maioria dessas pessoas que diz odiar, jamais faria algo para machucá-los. Eu disse a maioria, mas, infelizmente, existe uma parte que faria questão de fazer isso.

Porém, o nojo que muitos têm dos felinos é algo relacionado a independência desses seres. Se você perguntar para alguém porque ele não gosta de gatos, provavelmente irá responder: “Ah, cara. É que as vezes parece que eles se acham superiores e estão sempre ignorando a gente. Os cães não, estão sempre lá com a gente, mesmo que às vezes sejamos cruéis com eles. Eles são comapnheiros, os gatos não.”

Concordo, os felinos passam um ar de superioridade. Têm vezes que chego em casa e a gata nem dá atenção para mim. Tento chamar ela para brincar ou fazer carinho, mas ela simplesmente me olha com um ar enjoado e vira a bunda para mim. Simpática…

Em compensação, à noite ela fica me esperando para poder deitar comigo. Ela espera até madrugada a dentro se for preciso. Quando eu decido ir dormir, ela me acompanha ao banheiro, fica me assistindo escovar os dentes, me espera ansiosamente até eu ir deitar. E, quando estou na cama, ela sobe e vai até o meu rosto e encosta o focinho no meu nariz, como um beijo de boa noite, então deita e dorme perto dos meus pés.

Minha linda (:

Minha linda (:

O que eu quero dizer é que, muitas vezes, o ser humano parece estar limitado a amar aqueles que são submissos, aqueles que acatam com tudo, que parecem depender sempre deles. Minha gata não é acostumada a demonstrar grandes gestos de amor (não como o meu cachorro, que incorpora a pomba gira da felicidade sempre que me vê), mas é nos pequenos gestos que ela demosntra que sou importante para ela e que sente afeição por mim.

Uma vez li num blog, mas faz muito tempo atrás, que o desafeto aos gatos está muito ligado a questão da mulher. Os gatos eram e são até hoje um símbolo de independência feminina, da mulher que não quer ser submissa. Você não pode mandar em uma mulher independente, como se fosse donx dela, ela não vai deixar você fazer isso; e você também não pode mandar um gato subir no seu colo se ele não tiver vontade, você vai ter que agradecer se ele não resolver te arranhar. A liberdade feminina e a independência do gato são coisas que causam ódio na sociedade. Além disso, por tempos esses felinos foram ligados a bruxaria (bruxas, mulheres queimadas na inquisição por irem contra o sistema. Estão ligados?), especialmente o gato preto que muitas vezes é vítima de violência pelo medo irracional que as pessoas têm dele. Mas isso é outra história, se eu entrar nela agora vou me extender muito e cansar vocês.

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Ah, não posso esquecer dos homens que têm medo de admitir que gostam de gatos por acharem que vão comprometer sua masculinade. Mas, nesse caso, o silêncio é o melhor argumento.

Têm muitas histórias sobre gatos que salvaram a vida de seus donos, ou que ficaram em depressão quando seus donos morreram. Acho que essa é a prova de como os gatos são arrogantes e não estão nem aí para quem cuida deles, sqn.

 

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Achei esse post, que explica melhor a questão do gato e da mulher. Não é o post que lembro de ter lido há tempos, mas é bem parecido.

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O Poema Proibido

– Eu vejo gente morta.

O médico encarou a jovem em sua frente com precisão. Ela vestia uma camiseta amarrotada e uma legging até o joelho. É como se tivesse resolvido marcar uma consulta no psiquiatra no meio de uma caminhada porque se lembrou que estava vendo gente que não existia.

A garota esfregava uma mão na outra e não conseguia deixar as pernas quietas. “Ele não vai acreditar em mim!”, ela deveria estar pensando.

– Todos os dias? – perguntou o médico.

– Todo o tempo.

– Quem são essas pessoas mortas? Você acha que conhece elas?

– Na verdade, é apenas uma garota.

O doutor a encarou por cima de seus óculos miúdos e percebeu que agora ela parecia mais nervosa do que antes, mais trêmula e sua respiração ficara ligeiramente mais pesada.imagemtextopoema

– Quem é essa garota?

– Não conheço. É uma jovem, não deve ter mais do que 13 anos. Tem os cabelos pretos e longos, que cobrem toda a sua cara. Ela também fede. Tem cheiro de podridão!

– Faz muito tempo que você a vê?

– Semana passada eu li um poema. Eu não lembro o nome dele, mas estava traduzido do japonês. Dizia: “você não deve ler esse poema em voz alta, ou algo muito ruim irá acontecer com você.” Mas eu queria provar que isso tudo era uma baboseira. E , então, eu o li em voz alta.

A garota começou a tremer mais ainda e agora encarava os livros que estavam na estante, como se de repente eles parecessem mais interessante do que a conversa que estava tendo com o seu médico ou talvez achasse que todos aqueles livros sobre Transtorno Bipolar e Déficit de Atenção fossem lhe dar uma resposta.

– Sobre o que falava esse poema?

– Eu não lembro ao certo. Acho que era sobre uma garota e ela foi para o inferno.

– Você acha que está vendo ela? Acha que é ela que está perseguindo você?

– Você acredita nessas coisas? Quero dizer, eu li o poema porque eu não acreditei que algo ruim iria acontecer comigo e agora estou vendo essa garota que saiu do inferno para me perseguir. Você não acha que é muita coincidência?

– Às vezes um evento em questão pode ter feito você perceber que algo não está completamente certo com você.Talvez você já estivesse vendo pessoas que não existem antes de ler esse poema.

– Mas eu sinto o cheiro dela. Parece ser tão real!

O médico ficou pensativo por um momento, encarando a garota que balançava as pernas nervosamente.

– Tudo bem – disse ele puxando um pedaço de papel -, eu não posso afirmar o que você tem. Vou prescrever um exame neurológico para ver se você não sofreu nenhum trauma no crânio. Vou lhe dar meu telefone, caso você precise de mim.

Ele entregou a folha com a prescrição dobrada para ela, que não hesitou em pegar.

– Não posso lhe dar nenhum remédio, sem saber exatamente o que você tem. – acrescentou – Por favor, remarque uma consulta após fazer esse exame.

Ela balançou a cabeça concordando com ele e levantou se curvando ligeiramente e, agradecendo a consulta, foi em direção à porta. Foi quando ele a parou.

– Espere! Quando ficar pronto, não se esqueça de me avisar.

– Ah, mas eu vou marcar outra consulta. Por que eu…

Então ela viu que ele estava com um grande sorriso na cara. O papel da prescrição que estava em sua mão parecia mais sólido. Ela o pegou e abriu. Nele estava escrito em letras garrafais:

“BOA SORTE COM O SEU LIVRO.”

Nota: Agradecimento ao Medo B. Foi de lá que tirei inspiração para esse conto. ;)

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Vou dominar o mundo!

Fazendo um post rápido só para avisar que eu comecei meu plano de dominar o mundo. Além desse blog, também comecei a escrever para o Publicitando.

Como inauguração, fiz um post sobre o Tarantino. Enfim, não vou falar sobre ele aqui. Vocês terão de conferir lá. ;)

Mas isso é só o começo. Ainda vou estar escrevendo em mais lugares – risada maléfica -.

Só vou deixar o TCC passar primeiro, porque né…

Eles concordam comigo...

Eles concordam comigo…

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Física?

Hoje eu estava na central de atendimento da faculdade em que estudo esperando para ver alguma coisa pendente sobre uns documentos que precisava.

Enquanto eu esperava, vi um garoto de 8 ou 10 anos com um trabalho no colo intitulado “A Geração da Mente”. Fiquei curiosa e comecei a puxar assunto com ele.

– Então, o que você está fazendo aqui? Também precisa de algum documento?

O garoto me olhou desconfiado por cima dos óculos quadrados antes de dizer:

– Não. Eu quero publicar este artigo para os alunos da faculdade e pensei que poderia conseguir ajuda aqui.

Ele tirou mais um pouco as mãos de cima do artigo e eu pude ver que o nome do autor era Eduardo Schunemann.

– Por acaso esse artigo é do seu pai?

O menino balançou a cabeça, negativamente.

– Do seu irmão?

– Não. – falou o garoto estufando o peito de orgulho – É meu.

Olhei-o com silêncio por algum tempo, pensando que ele talvez fosse um supergênio mirim ou apenas um garotinho que estava tentando brincar comigo.

– Não brinca! – disse eu por fim – Deixa eu adivinhar: fala sobre Física, não é?

– Por que você acha isso? – ele pareceu um pouco ofendido – Eu nem gosto de Física. Ela é muito complicada e tem aqueles cálculos chatos!

– Tá, tá, foi mal! Sobre o que fala o seu artigo?

– Sobre Física.

– Mas você disse que…

– É sobre Física. O estudo do Universo. Você sabe o que é o Universo?

– Bom, não seria tudo?

– Minha teoria é de que o Universo é a mente. Tudo surge através de ideias, de pensamentos. Se não fosse pela mente, nada existiria. Mesmo se existisse não existiria, pois sem a mente não teria valor.

– Você está dizendo que as estrelas não estariam no céu se não tivéssemos a capacidade de pensar?

– De fato. Elas continuariam do céu, como sempre foi, mas sem nossa capacidade de pensar, ignoraríamos elas completamente. E tudo aquilo que é ignorado, não existe.

– Nem gente?

– Sem a capacidade da mente nada e nem ninguém existiria. Você, para mim, seria como um vazio enorme do meu lado, assim como eu seria para você.

– Você acha que quando machucamos alguém, é por que não damos valor a sua existência? Quando estamos com raiva, não pensamos no que fazemos e acabamos ferindo alguém. Seriam lapsos de nossa ignorância?

– Sem dúvidas. Ainda bem que são apenas lapsos, não é?

Não pude continuar a minha conversa com Eduardo. Uma campainha tocou e a tela mostrou a senha de atendimento dele. Desejei-lhe boa sorte com a publicação e esperei minha vez de ser atendida.

Fiquei imaginando se Eduardo havia se lembrado de estacionar sua espaço-nave fora da vaga de deficientes. Vi em seus olhos algo de outro planeta, talvez esperança.

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Ricardo Augusto era um avião feio, coitado. Não era nem um pouco elegante e todos os outros aviões riam dele. Eles diziam:

– Lá vai Ricardo Augusto, gordo como um helicóptero!

E o pequeno Ricardo voava triste para bem longe.

Ele era um avião da TAMu* (Transporte Aéreo Mortal), mas todos os passageiros tinham medo de voar nele, pois além de feio Ricardo Augusto era sujo e fazia barulhos esquisitos… bem esquisitos!

Um dia uma banda super animada, cantando “minha brasília amarela, tá de portas abertas” decidiu voar em Ricardo Augusto, mas o pequenino estava tão triste e deprimido que resolveu cometer suícidio.

FIM

História originalmente feita em uma disciplina da faculdade, onde eu estava com uma espécie de humor negro.

* O “u” é para não correr o risco de processo.

A História de Ricardo Augusto: o Avião

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