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O Problema em ser vegetariano

O Problema em ser vegetariano não é “só ter coisa ruim para comer”, como diriam os amigos que comem carne.

Não é ir a uma padaria e perguntar: “Tem algum salgado sem carne?” e ouvir a atendente responder: “Tenho pastel de frango, dona.”

Não é escutar: “Hm, mas só come alface!” de pessoas que comem sempre a mesma coisa.

E nem mesmo se deparar com a falta de alimentos em eventos sociais.

Nenhuma dessas coisas é o problema. São só situações que quem é vegetariano já está acostumado a enfrentar no dia-a-dia.

O problema é ser visto como um estorvo. Isso mesmo! Que atire a primeira pedra o vegetariano que nunca se sentiu assim! Parece que o fato de não comer carne atrapalha as outras pessoas. Elas olham como se isso fosse uma ofensa, um crime, como se uma criança indefesa estivesse sendo estuprada!

Pelo menos é assim que eu me sinto, na maioria das vezes, quando vou comer fora. Sinceramente, já estou pegando fobia disso! Argh!

Eu não me importo em comer somente salada e arroz nos churrascos ou me entupir de docinhos nos aniversários, onde os salgados só têm carne. O que me incomoda são olhares tortos. Aqueles olhares na nuca, que parece que empurram você para baixo. Que deixam a sensação de uma coisa motanda nas costas (aliás, alguém já viu “Shutter”?).

E sabe o que incomoda mais? É você ficar na sua e alguém vir te cutucar, tentando enfiar uma lição de moral tola goela abaixo. Eu nunca comecei nenhuma discussão, mas sempre tive que ouvir ofensas que, muitas vezes, estavam disfarçadas de dúvidas. Não estou dizendo que perguntar é errado, mas existem afirmações disfarçadas de questionamentos, como as famosas: “mas você só come alface?” “e se você estivesse perdida numa ilha? Só comeria mato?”, “não tem pena das plantas?”, “sabia que tem gente que nem carne tem para comer?” etc, e são essas que me incomodam.

Eu nunca quis ser um estorvo para as pessoas. Eu só quero comer minha comida, sem que os outros se incomodem com o conteúdo do meu prato. Nunca olhei para o que os outros estão comendo. Por que as pessoas não seguem meu exemplo?

P.S:

Postei o texto num grupo Vegano do Facebook, o que rendeu um belo debate. Quem quiser ver (e participar), pode entrar aqui. ;D

O Arthur Araújo, lá do Tutz Style, me mando este texto – Meus 10 anos de vegetariano-, que eu simplesmente amei!

Por fim, quero deixar uma reflexão que o Gilberto Leite postou no grupo de debates. Achei tão linda que não pude ignorar!

 O problema todo está em ser minoria e feliz. Isso incomoda a maioria insana. A maioria não pensa por si, obedece a regras de um sistema, de uma economia, de um capitalismo. No fundo, a maioria faz um esforço teatral para parecer o que não é e tal esforço desgasta, consome e dá uma enorme inveja daqueles que, sem representar, são felizes, simplesmente porque são como desejam ser. As minorias, quaisquer que sejam, estão sempre na contramão do “politicamente correto” mas não conheço nenhuma que faça o que faz para parecer correta politicamente; elas fazem o que fazem por acharem ético, e num mundo hipócrita e irreversivelmente putrefato fazer o “eticamente correto” (atenção às aspas) é arriscar-se a ser olhado de esguelha o tempo todo. Olhe a sua volta: as pessoas corretas estão quase sempre sós; as justas, idem; as iluminadas também. As massas humanas não se misturam mais aos bons e isso é ótimo: estão nos permitindo criar mundinhos livres onde podemos viver nossa realidade. Por isso não se importe com os comentários e olhares estranhos, encha o peito de alegria e celebre: sou livre, não sou dominada, tenho consciência elevada, sou do bem por isso sou diferente.

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Out of Inspiration

Vocês devem ter notado que estou há um mês sem postar. Isto porque estou completamente sem inspiração! Já comecei vários posts, mas não consegui terminar nenhum!

Tinha programado uma crítica sobre o Homem de Ferro 3, mas eu não achei as “palavras” certas para fazer um texto argumentativo e, de qualquer forma, a crítica deste carinha aqui mostra a minha opinião sobre o filme. Em suma, o filme é um cocô! Não precisam assistir! A não ser que vocês queiram ver (Perigo: Spoilers!) o Mandarim totalmente escrachado e um final em que o Tony Stark tira o reator do peito!

Outra coisa é que eu resolvi recolocar Smalville na minha vida. Digo isso porque eu assistia quando passava no SBT há alguns anos atrás (acho que assisti até a terceira temporada) e, de um tempo para cá, comecei a olhar novamente. Agora eu não tenho mais vida! Digo vivo para os trabalhos da faculdade e para assistir o seriado. Mas, como eu me conheço quase muito bem, sei que logo esse vício vai passar e eu vou assistir o seriado sem ansiar muito pelos próximos episódios. Aliás, meu cunhado e eu estamos disputando para ver quem casa com o Tom Welling.

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Enfim, logo a inspiração volta. Espero!

(:

 

*Cu = Apelido carinhoso para “cunhado”.

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Esquizofrenia

– Tá frio, né?

– Tá, né?

Ele ficou quieto por um instante.

– Quer um cobertor?

– Não, não… Deixa pra lá.

Ele se virou para dormir.

– Sabe tem bastante espaço na minha cama… e você não parece confortável…

E assim ele pulou na minha cama e dormimos abraçados. Ele em mim e eu nele. Como uma só pessoa.

Foi assim que dormi abraçada com o futuro amor da minha vida.

Pela manhã acordei e só havia mais o cobertor. E nada mais além de um suspiro.

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Textos antigos da antiguidade de antigamente

Hoje eu estava fazendo uma limpa no meu computador e descobri uma pasta com textos em algum buraco negro do meu HD, na parte “deep” do meu computador (?).

São textos de pelo menos três anos atrás e muitos deles não condizem com a forma como penso hoje. Na verdade, a maioria dos textos são bem revoltados. Eu devo ter escrito eles em algum momento emo da minha existência.

Ri muito vendo esses textos. Não sei dizer se era por vergonha ou por outra coisa. Deve ter sido de vergonha mesmo…

Mas, enfim, de todos os textos tem um que eu gostei. Se eu fosse abordar o tema hoje em dia, não escreveria na maneira que o fiz, mas eu ainda penso do mesmo jeito. Ainda concordo com o que eu disse nesse texto.

Então aqui está ele, exatamente como era, sem nenhuma alteração, sem correção dos erros e nem nada disso. Divirtam-se (ou não)!

Você não tem nojo de homens se beijando…

…você diz isso porque pensa que é o que os outros esperam que você diga.

Quando você vê dois homens se beijando você não faz “urgh!” porque acha nojento. São morais religiosos, sociais, familiares e a opinião dos outros que fazem você exclamar “urgh!”.

Na verdade, você não acha nada quando vê duas pessoas do mesmo sexo entrelaçadas com os lábios se tocando. O que há de repulsivo em um beijo? Você não sente nojo de uma coisa que você pratica quase todos os dias.

Você diz: “Ai! Que nojo!” para dois homens se beijando quando você está junto de outras pessoas, porque você quer que elas vejam como você é contra esse tipo de atitude. Só que, na verdade, você não é e ninguém que está com você é. Eles só dizem que é repulsivo porque elas acham que você pensa isso.

Mas você não pensa assim…

Afinal, nojenta é a crueldade feita com as crianças que, tão pequenas, já são vítimas do frio da rua, da violência dos adultos e da prostituição do dinheiro.

Repulsiva são as guerras que acontecem todos os anos por motivos raciais e religiosos.

Você tem nojo de ver as pessoas morrendo de AIDS e fome na África e perceber que a única que fazem a respeito disso é julgar que a culpa disso é do próprio povo africano por ser pagão e atiçar a fúria divina.

Você é tem repulsa da KKK, dos neo-nazistas, dos estupradores, dos pedófilos, dos torturados, dos corruptos, dos intolerantes, dos preconceituosos, de homens que batem em mulheres, de mulheres que batem em idosos.

Tem nojo da ignorância e da hipocrisia.

Mas você não sente nojo de homens se beijando.

Afinal, o que há de nojento no amor?

OBS: Ganhei 15,2 GB de espaço fazendo essa limpa no meu computador (informação relevante)! ;D

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Death Note e Valores

ATENÇÃO: Esse texto contém spoilers sobre Death Note. Se você não viu o anime e pretende assistir, não leia o texto!

Para quem não me conhece, sou fã de animes e mangás (aliás, adoro tudo o que está relacionado a cultura oriental). Porém, não costumo ver animes com tanta frequência ultimamente, até porque tenho mais o que fazer da vida.

Quero falar sobre uma coisa que está me deixando pensativa e essa coisa tem a ver com o anime Death Note.

Death Note foi exibido no Brasil em 2009 e é dividido em 37 episódios. A trama gira em torno de um caderno com poderes inimagináveis, que cai por acaso nas mãos do estudante Light Yagami. O rapaz logo percebe que, ao escrever ali o nome de qualquer pessoa que escolha, ela acaba morta!  (FONTE: AnimeQ). Este tipo de caderno pertence aos deuses da morte (Shinigamis), que o usam para anotar o nome dos humanos quando chega a sua hora. Light conhece um Shinigami chamado Ryuuku, que passa a acompanhar o garoto para qualquer lugar.

Light (Kira) e seu Death Note

Light (Kira) e seu Death Note

Pra resumo da história: Light Yagami descobre que tem uma grande fonte de poder em suas mãos e a usa para aniquilar os crimes do mundo. Malfeitores começam a morrer de ataques cardíacos, é um verdadeiro massacre. A população espalha um boato de que esses acontecimentos estão sendo causado por uma entidade superior, ao qual passam a chamar de Kira (referência a killer). A polícia passa a suspeitar desses incidentes e é aí que entra em cena o meu personagem favorito de todo o desenho.

L. Pálido, cabelos negros, olheiras, magro, má postura e uma queda anormal por doces. L é conhecido por solucionar os casos mais difíceis, com ou sem a ajuda do FBI (ou Interpol). Kira tenta de tudo para escrever o seu nome no Death Note, mas sem sucesso.

L :D

L :D

Não demora muito para que L comece a suspeitar de Light, que é mantido preso sobre suspeita por um determinado período de tempo. Todos acham que L está enganado e que está sendo maldoso ao manter Light preso, mesmo sem nenhum prova contundente.

Sem escolha, L solta Light de seu cativeiro e esse, sem as memórias do Death Note (pois ele pediu a Ryuuku que fizesse isso), ajuda a equipe de investigação a procurar o famoso Kira. Claro que tudo fazia parte do plano de Light.

Quando um suposto Kira é preso, Light toca novamente no caderno e todas as suas memórias vêm à tona e, em outro plano mirabolante (e diabólico), ele faz com que um outro Shinigami anote o verdadeiro nome de L no caderno.

Com a morte de L, um outro investigador entre em cena: Near, uma espécie de pupilo do primeiro (sua aparência e seu jeito lembra um pouco ao outro, a não ser pelos cabelos loiros). Ele, com todas as informações de L e mais a sua capacidade de dedução, descobre que Kira é Light Yagami.

Near, ou N. Como você quiser chamar (:

Near, ou N. Como você quiser chamar (:

Lógico que isso é só um resumo. Tem muito mais ação do que isso. ;)

Mas o que realmente me deixa pensativa são as pessoas que acham o que Light fazia certo. Eu via o anime online, por isso acompanhava os comentários de cada episódio também. Vi muitos comentando que Light deveria conseguir transformar o mundo, matando todas as pessoas más da face da Terra. O que essas pessoas não sabem é que o mundo não está separado em bem ou mau, todos no mundo cometem erros.

Além disso, Light não passou apenas a matar criminosos, mas sim qualquer um que se mostrasse contra o Kira. Muitas vezes ele cogitou matar membros da própria família e amigos, que só queriam o seu bem. O poder de controlar a vida de quem morre ou não subiu a sua cabeça e, nos últimos capítulos, ele começa a agir de maneira descontrolada. Sua risada é maníaca, seus olhos têm um brilho diabólico e todos os seus movimentos são calculados da maneira mais fria possível. Em suma, um verdadeiro psicopata.

Mesmo assim vi gente comentado que seria bom ter um Death Note na vida real, para eles escreverem o nome das pessoas que não gostam. E esses mesmos criticavam aqueles que achavam a atitude de Light errada. Diziam que quem estava errado na história era L.

E eu fiquei pensando: “Qual é o problema dessa gente?” Ainda bem que Death Note é só uma história. Imagina o que não seria esse caderno na mãos dessas pessoas que esqueceram da consulta com o psiquiatra.

Não se resolve o problema do mundo querendo acabar com o mal desse jeito, ainda mais tendo que passar por cima dos amigos e da família. O que Light queria era que todos se ajoelhassem a seus pés e temessem a sua grandiosidade. E qualquer pessoa que pensa que o que Light fez é certo e que seguiria ele se tudo fosse real, não deve estar muito bem da cabeça . Lembra um pouco o episódio que aconteceu lá na Segunda Guerra Mundial.

No fim, é como Near disse: Light não passava de um serial Killer, usando a pior arma para matar as pessoas. As vítimas não tinham chance de defesa e muitas nem sabiam o porquê de terem morrido.

Acho que esse comentário que encontrei no site AnimeQ (onde assisti o anime e acompanhei os comentários) resume bem o que eu quero dizer.

Sim, eu sei que Death Note é só uma história, mas serviu bem para mostrar como anda a mente dessa população. Mas, enfim, eu amei a trama, adorei o suspense todo e recomendo muito que assistam. Só queria deixar a minha opinião sobre uma coisa que me deixou encucada. Sei que muitos irão me odiar e que outros concordarão comigo. Por favor, não anotem meu nome no Death Note!

Bye, bye!

OBS: TEAM L E NEAR! :D

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