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“Um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima…”

Essa é a frase que introduz The Kid (O Garoto). Um filme de comédia dramática de 1921, dirigido, escrito e interpretado por Charles Chaplin.

Ontem (ou seria hoje?) eu resolvi virar a madrugada para ver se conseguia ser produtiva de alguma forma. Quando digo produtiva, eu quero dizer algo como ler textos para o TCC, terminar o artigo da Iniciação Científica, mandar currículos de madrugada ou coisas do gênero. Descobri que doses exageradas de cafeína e de guaraná me deixam completamente noiada. Então acabei não fazendo nada do que havia planejado. Em compensação, não desperdicei minha madrugada. Muito pelo contrário! Fiz uma sessão pipoca com filmes do Chaplin (e outros), todos encontrados no Youtube!

Não vou falar de todos (pelo menos não neste post). Quero falar de um em especial: O Garoto. O filme é simplesmente lindo, tocante e puro! Na minha opinião, um dos melhores feito por Chaplin. Não vou dizer que é O melhor, já que o filme que mais me encantou até hoje foi O Grande Ditador. Todavia, O Garoto é aquele tipo de filme que consegue despertar o melhor nas pessoas, é o tipo de filme que você leva como uma lição de vida. Fico me perguntando se seria errado considerá-lo o Pequeno Príncipe do cinema. Penso que não, já que ler o livro e assistir este filme me passam a mesma sensação. Essa de que apesar dos pesares existe muita bondade no mundo, só temos que aprender a enxergar ela.

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Para quem não conhece, o filme conta a história de um garotinho que é abandonado ainda bebê por uma mãe que não tem condições de criá-lo. O Vagabundo (Chaplin) o encontra e acaba se tornando, praticamente (como ele mesmo diz), seu pai. Conforme o passar dos anos, o Vagabundo e o garoto passam por diversas tramas para conseguirem dinheiro para seu sustento.

Uma das cenas mais tocantes do filme foi o Vagabundo tentando impedir os guardas de levarem o menino. O momento em que os dois se abraçam em cima da caçamba do caminhão é emocionante, além de ter sido um dos poucos momentos em que eu pensei ter visto Chaplin chorar em um filme (ou talvez tenha sido a não tão boa qualidade dele no YouTube, rs).

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Claro, como também se trata de uma comédia, há muitas situações engraçadas, as quais somente Chaplin já conseguiu criar e dar sentido nas telas do cinema (sou bem crica em relação a comédia, sempre prefiro as antigas. Não vejo graça nas atuais). Uma das melhores, na minha opinião, foi a cena em que o garotinho está brigando com um outro menino e o irmão mais velho deste aparece (quando vi ele, logo lembrei dos Irmãos Bacalhau), ameaçando bater no Vagabundo caso o irmãozinho dele apanhasse mais. O Vagabundo, ao ver que o filho está ganhando, finge que ele foi nocauteado e dá toda a glória ao garoto que estava apanhando. Mesmo assim, o “Irmão Bacalhau” procura briga e é atingido por diversas tijoladas do Vagabundo. Lógico que essa sequencia de fatos só tem graça se for assistida. Até porque algumas das melhores coisas do mundo só fazem sentido quando vistas. Sei que a frase não é assim, mas deixa quieto…

Enfim, não tenho mais o que falar desse filme. Ele ao mesmo tempo é tão simples e nos fala tanta coisa. A gente aprende mais em menos de 60 minutos de filme do que em anos indo para a escola.

Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo. 

Acho que esse trecho do livro de Antoine de Saint-Exupéry resume muito bem a relação do Vagabundo e do garoto, que pode ser entendida melhor assistindo todo o filme. Por isso a minha insistência em comparar o Pequeno Príncipe com O Garoto.

Quem quiser conferir, o filme está aí:

Agora é só pegar a pipoca!

 

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