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Out of Inspiration

Vocês devem ter notado que estou há um mês sem postar. Isto porque estou completamente sem inspiração! Já comecei vários posts, mas não consegui terminar nenhum!

Tinha programado uma crítica sobre o Homem de Ferro 3, mas eu não achei as “palavras” certas para fazer um texto argumentativo e, de qualquer forma, a crítica deste carinha aqui mostra a minha opinião sobre o filme. Em suma, o filme é um cocô! Não precisam assistir! A não ser que vocês queiram ver (Perigo: Spoilers!) o Mandarim totalmente escrachado e um final em que o Tony Stark tira o reator do peito!

Outra coisa é que eu resolvi recolocar Smalville na minha vida. Digo isso porque eu assistia quando passava no SBT há alguns anos atrás (acho que assisti até a terceira temporada) e, de um tempo para cá, comecei a olhar novamente. Agora eu não tenho mais vida! Digo vivo para os trabalhos da faculdade e para assistir o seriado. Mas, como eu me conheço quase muito bem, sei que logo esse vício vai passar e eu vou assistir o seriado sem ansiar muito pelos próximos episódios. Aliás, meu cunhado e eu estamos disputando para ver quem casa com o Tom Welling.

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Caro cu*, o Clark é meu! Você pode ficar com o Lex! :P

Enfim, logo a inspiração volta. Espero!

(:

 

*Cu = Apelido carinhoso para “cunhado”.

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Páscoa e Direitos Humanos

Parem de reclamar do preço dos ovos de Páscoa!

Pois é isso que eu estou vendo ultimamente: o pessoal reclamando que no lugar de um ovo de Páscoa, poderiam ser compradas 10 barras de chocolate (hipoteticamente falando) e bla, bla, bla.

Eu não consigo entender o motivo de tamanha indignação. O pessoal fala como se a única opção de ovos de Páscoa fossem esses feitos por marcas que cobram caro, quando, na verdade, existem muitas outras opções. Você pode comprar várias barras e fazer o seu próprio ovo de chocolate, por exemplo, ou comprar de uma marca menos popular. Gramado (a cidade, lógico), por exemplo, tem várias fábricas que vendem a ótimos preços e o sabor é bem mais gostoso ao paladar.

Então, parem de achar isso absurdo e ampliem os seus horizontes. Existem bem mais opções além do que você pode ver!

Enquanto isso, enquanto o pessoal chora pelo preço dos ovos de chocolate, Marcos Feliciano é eleito à frente da Comissão de Direitos Humanos. Um ato covarde, que humilha o povo brasileiro. Como uma pessoa acusada de homofobia e racismo pôde ser eleita para um cargo destes? Aliás, a pergunta não é como e sim “por quê”.

Será que eles querem brincar com a nossa cara? Será isso tudo uma pegadinha de mau gosto? Uma piadinha machista só por que o dia da mulher está próximo? Seria bom se fosse, mas não é. Infelizmente não é.

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E o que o povo brasileiro ganha com isso? Nada! Apenas mais vergonha de ser brasileiro.

Eu só sei que as minorias ficarão cada vez mais excluídas, perderão seus direitos pouco a pouco. É como um câncer instalado em nossa sociedade, que vai nos destruindo aos poucos. Destrói nossa educação, nosso direito a uma saúde de boa qualidade, nossos direitos como cidadãos e sabe-se lá o que mais poderá destruir.

Pode parecer uma previsão um pouco exagerada, eu sei. Mas tudo indica que é assim que a sociedade se encaminha: dinheiro sendo usado para construir estádios de futebol, senadores e deputados com salários absurdos e agora, mais do que nunca, os direitos humanos estão sendo ameaçados.

Sempre falam que brasileiro só sabe reclamar, mas não faz nada para mudar as coisas. E isso é verdade! Por isso, eu tenho um pedido a vocês. Eu sei que posso ser uma estranha para a maioria de vocês, mas o que está em vista diz respeito a todos nós!

Por isso, façam tudo o que puderem para mudar isso! Eu sei que grande parte não pode ir até a câmera para protestar, eu mesma não tenho como, mas existem outros atos que podem ajudar. Conversem com um deputado que seja da confiança de vocês, mandem um email para a presidente, falem com a ONU… Enfim, falem com quem vocês conseguirem e façam o que puderem. Ao vivo ou online, não importa, o importante é mostrar que todos estamos indignados e que queremos mudanças!

Façam isso, pois eu sei que estamos todos com medo do futuro. Não estamos mais no ponto em que temos vergonha de sermos brasileiros, acho que agora o que sentimos é medo e um certo vazio.

Acrescentando…

Logo depois de escrever esse post, descubro que um dos maiores devastadores do meio-ambiente brasileiro assume a Comissão de Meio Ambiente! #palmas!

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Gita

O que fazer quando você quer ser tudo?

Cientista.

Jornalista.

Médica.

Física.

Astronauta.

Designer.

Linguista.

A solução para pessoas com esse problema é escrever um livro, ou virar Gita mesmo.

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Velha infância

– Eu acho que vou seguir o meu sonho.

– E qual é o seu sonho?

– Eu quero descobrir um novo mundo. Diferente de tudo o que eu já vi!

Eu cuspi o refrigerante que estava bebendo em minha própria roupa. Olhei sério para o meu amigo e falei:

– Fala sério, cara! Que mundo é esse que você quer descobrir?

– Quando eu era criança eu lia livros e todos eles mostravam mundos diferentes. Coisas que eu jamais imaginei que poderiam existir. Mas agora eu quero descobrir um mundo novo. Um mundo que nunca vi nos livros que li ou nos filmes que assisti.

– Entendi. Você quer criar histórias…

Meu amigo de uma risada debochada. Ele brincou com um dente-de-leão antes de prosseguir a conversa.

– Não sou bom com histórias.

– Mas então… O que você quer dizer com “descobrir um mundo novo”.

– Eu não sei. É por isso que se chama “descobrir”. E quando eu fizer isso, vou saber exatamente o que me levou aquela descoberta.

Eu deitei na grama e entrelacei as mãos atrás da minha cabeça.

– Me parece loucura…

– Não só parece. É!

Eu virei a cabeça para encarar o meu amigo, que agora também estava deitado.

– Mas então, por que você pensa em prosseguir com isso?

Meu amigo sorriu para os céus, enquanto brincava com o cabinho do dente-de-leão entre seus dedos.

– É que existe um carinha lá no meu passado que eu não quero decepcionar, pois eu já deixei ele triste muitas vezes. Não quero mais fazer isso.

Vi uma lágrima escorrendo de seus olhos, aquele tipo de lágrima que deixa você sem palavras. Ficamos em silêncio por um longo tempo. Na verdade, foi tanto tempo que quando voltei de um devaneio, vi que uma borboleta estava pousada no meu nariz. Há quanto tempo será que ela estava lá?

Virei para o lado e meu amigo não estava mais lá. A borboleta também fugiu, assustada com o movimento brusco da minha cabeça. Peguei meu livro de histórias e me levantei para ir pra casa. Havia um carinha me esperando lá, alguém que eu jamais poderia decepcionar.

 

Inspirado em uma tira que vi em algum lugar do Facebook.

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Por Santa Maria

Domingo de manhã eu estava na casa da minha tia. Acordei as 10h da manhã, meio grogue por causa da rinite e por causa dos efeitos dos remédios que tomei. Na cozinha minha tia comentou que houve um incêndio numa boate de Santa Maria, mas eu não prestei muita atenção naquela hora. As únicas palavras que me vinham a cabeça eram: incêndio, Santa Maria e mais nada.394918_419323398144233_658526606_n

Quando meu tio chegou em casa e ligou a rádio eu comecei a perceber o que estava acontecendo. Na TV também não se falava em outra coisa e eu ainda estava imaginando porque aquilo havia dado tanta repercussão. Eu demorei um pouco para entender completamente. Na verdade, só consegui compreender hoje de manhã quando acordei.

Nessas horas é difícil ter palavras bonitas de consolo. Eu sei que o Brasil inteiro está se mobilizando e talvez até o mundo. Queria fazer mais do que escrever isso no meu blog; queria poder doar sangue, mas não posso por causa do remédio que tomo e também queria estar mais perto da capital ou de Santa Maria e não no interior nesse momento.

Mas, tudo o que eu posso fazer agora é expressar minhas condolências em forma de texto. Não sei a dor que os familiares e amigos de vítimas estão sentindo, pois não conheço ninguém de lá, mas com certeza posso imaginar.

Quanto aqueles que podem ajudar, principalmente doando sangue, não deixem de fazer isso. Não precisam ir até Santa Maria, em Porto-Alegre e região existem centros de coletas. Sei que muita gente tem medo de doar sangue e às vezes até um certo preconceito, mas agora existem pessoas que precisam da nossa ajuda e por isso é preciso revermos os nossos conceitos.

Ajudem sempre que puder. Isso faz bem ao coração e ao mundo!

Para saber mais: http://migre.me/d0Sqy

 

Acrescentando:

Esse foi um comentário que recebi sobre o post:

g

Só tenho a dizer que acho super chique e descolado essa gente que tem o dom de fazer piada de humor negro exatamente quando muitas outras estão sofrendo. Acho super in e diferente! Queria tanto ser amiga dessas pessoas… Ai, ai. – só que não.

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A importância que a gente tem

Semana passada deparei com uma amiga vindo falar comigo pelo chat do Facebook. Ela me pediu o meu endereço residencial, para que pudesse me mandar cartas, pois não queria perder contato com as pessoas importantes da sua vida.

Fiquei surpresa, pois eu não sabia que era tão importante assim, a ponto de receber cartas (afinal, receber alguma correspondência analógica hoje em dia é uma honra). Mas é claro que também fiquei muito feliz!

Essa minha amiga se chama Laís e ela tem um blog também, onde ela fez um post falando sobre a importância de você comunicar aos outros o quanto eles são importantes na sua vida, pois muitos nem sabe que você sequer pensa neles de vez em quando. E eu fiquei pensando nisso e vi o quanto ela estava certa, tão extremamente certa.

Sabe, as vezes deixamos de dizer que gostamos de alguém por vergonha ou até por orgulho mesmo. Já deixei pessoas importantes da minha vida irem embora, por simplesmente ter perdido o contato com elas e depois ter tido o medo e o orgulho de me aproximar novamente. Ok, embora é um exagero, mas afastadas a ponto delas parecerem estranhas sim. Eu admito isso, não com honra, mas admito.

É por isso que inspirada pela Laís, decidi que não vou mais deixar isso acontecer. Disse a ela que roubaria sua ideia das cartas, para me comunicar com meus colegas depois da formatura, amigos que moram em outros estados, enfim. Porque eu simplesmente não quero mais perder nem quem tenha me feito rir por um segundo na minha vida, e vice-versa!

E se eu esquecer de alguém importante, por favor deem um puxão na minha orelha! E bem forte mesmo!

Ah, para quem quiser ver o post que ela fez sobre isso, aqui está: “e que todos os tais mundos sejam um só!

O blog dela é o Blackbird, está no meu blogroll também. ;)

A partir disso, eu vi que é DE EXTREMA NECESSIDADE CONTAR PARA AS PESSOAS COMO A GENTE GOSTA DELES! A nossa recíproca não fica mais irreal. As coisas ficam mais próximas. E é isso! Os sentimentos se tornam reais e os sentimentos parecem se tornar palpáveis!” (ESCHER, Laís).

OBS: Nem preciso dizer que esse post é dedicado a todas as pessoas importantes para mim, né? :D

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Cenas da terceira temporada do anime Jigoku Shoujo.

 
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Death Note e Valores

ATENÇÃO: Esse texto contém spoilers sobre Death Note. Se você não viu o anime e pretende assistir, não leia o texto!

Para quem não me conhece, sou fã de animes e mangás (aliás, adoro tudo o que está relacionado a cultura oriental). Porém, não costumo ver animes com tanta frequência ultimamente, até porque tenho mais o que fazer da vida.

Quero falar sobre uma coisa que está me deixando pensativa e essa coisa tem a ver com o anime Death Note.

Death Note foi exibido no Brasil em 2009 e é dividido em 37 episódios. A trama gira em torno de um caderno com poderes inimagináveis, que cai por acaso nas mãos do estudante Light Yagami. O rapaz logo percebe que, ao escrever ali o nome de qualquer pessoa que escolha, ela acaba morta!  (FONTE: AnimeQ). Este tipo de caderno pertence aos deuses da morte (Shinigamis), que o usam para anotar o nome dos humanos quando chega a sua hora. Light conhece um Shinigami chamado Ryuuku, que passa a acompanhar o garoto para qualquer lugar.

Light (Kira) e seu Death Note

Light (Kira) e seu Death Note

Pra resumo da história: Light Yagami descobre que tem uma grande fonte de poder em suas mãos e a usa para aniquilar os crimes do mundo. Malfeitores começam a morrer de ataques cardíacos, é um verdadeiro massacre. A população espalha um boato de que esses acontecimentos estão sendo causado por uma entidade superior, ao qual passam a chamar de Kira (referência a killer). A polícia passa a suspeitar desses incidentes e é aí que entra em cena o meu personagem favorito de todo o desenho.

L. Pálido, cabelos negros, olheiras, magro, má postura e uma queda anormal por doces. L é conhecido por solucionar os casos mais difíceis, com ou sem a ajuda do FBI (ou Interpol). Kira tenta de tudo para escrever o seu nome no Death Note, mas sem sucesso.

L :D

L :D

Não demora muito para que L comece a suspeitar de Light, que é mantido preso sobre suspeita por um determinado período de tempo. Todos acham que L está enganado e que está sendo maldoso ao manter Light preso, mesmo sem nenhum prova contundente.

Sem escolha, L solta Light de seu cativeiro e esse, sem as memórias do Death Note (pois ele pediu a Ryuuku que fizesse isso), ajuda a equipe de investigação a procurar o famoso Kira. Claro que tudo fazia parte do plano de Light.

Quando um suposto Kira é preso, Light toca novamente no caderno e todas as suas memórias vêm à tona e, em outro plano mirabolante (e diabólico), ele faz com que um outro Shinigami anote o verdadeiro nome de L no caderno.

Com a morte de L, um outro investigador entre em cena: Near, uma espécie de pupilo do primeiro (sua aparência e seu jeito lembra um pouco ao outro, a não ser pelos cabelos loiros). Ele, com todas as informações de L e mais a sua capacidade de dedução, descobre que Kira é Light Yagami.

Near, ou N. Como você quiser chamar (:

Near, ou N. Como você quiser chamar (:

Lógico que isso é só um resumo. Tem muito mais ação do que isso. ;)

Mas o que realmente me deixa pensativa são as pessoas que acham o que Light fazia certo. Eu via o anime online, por isso acompanhava os comentários de cada episódio também. Vi muitos comentando que Light deveria conseguir transformar o mundo, matando todas as pessoas más da face da Terra. O que essas pessoas não sabem é que o mundo não está separado em bem ou mau, todos no mundo cometem erros.

Além disso, Light não passou apenas a matar criminosos, mas sim qualquer um que se mostrasse contra o Kira. Muitas vezes ele cogitou matar membros da própria família e amigos, que só queriam o seu bem. O poder de controlar a vida de quem morre ou não subiu a sua cabeça e, nos últimos capítulos, ele começa a agir de maneira descontrolada. Sua risada é maníaca, seus olhos têm um brilho diabólico e todos os seus movimentos são calculados da maneira mais fria possível. Em suma, um verdadeiro psicopata.

Mesmo assim vi gente comentado que seria bom ter um Death Note na vida real, para eles escreverem o nome das pessoas que não gostam. E esses mesmos criticavam aqueles que achavam a atitude de Light errada. Diziam que quem estava errado na história era L.

E eu fiquei pensando: “Qual é o problema dessa gente?” Ainda bem que Death Note é só uma história. Imagina o que não seria esse caderno na mãos dessas pessoas que esqueceram da consulta com o psiquiatra.

Não se resolve o problema do mundo querendo acabar com o mal desse jeito, ainda mais tendo que passar por cima dos amigos e da família. O que Light queria era que todos se ajoelhassem a seus pés e temessem a sua grandiosidade. E qualquer pessoa que pensa que o que Light fez é certo e que seguiria ele se tudo fosse real, não deve estar muito bem da cabeça . Lembra um pouco o episódio que aconteceu lá na Segunda Guerra Mundial.

No fim, é como Near disse: Light não passava de um serial Killer, usando a pior arma para matar as pessoas. As vítimas não tinham chance de defesa e muitas nem sabiam o porquê de terem morrido.

Acho que esse comentário que encontrei no site AnimeQ (onde assisti o anime e acompanhei os comentários) resume bem o que eu quero dizer.

Sim, eu sei que Death Note é só uma história, mas serviu bem para mostrar como anda a mente dessa população. Mas, enfim, eu amei a trama, adorei o suspense todo e recomendo muito que assistam. Só queria deixar a minha opinião sobre uma coisa que me deixou encucada. Sei que muitos irão me odiar e que outros concordarão comigo. Por favor, não anotem meu nome no Death Note!

Bye, bye!

OBS: TEAM L E NEAR! :D

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“Tem um brinquedo para mim também?”

Uma mãe pegando um brinquedo para seu filho.

O Natal já passou, mas quero deixar registrado uma coisa que  aconteceu nesse dia (na verdade, foi dia 22, mas vamos fingir que foi dia 25. Brincadeira!). Fiz uma coisa que sempre tive vontade, mas nunca tinha feito: trabalho voluntário.

Havia uma campanha, da qual eu havia participado, cujo objetivo era arrecadar brinquedos, roupas materiais escolares e tudo o que pudesse deixar um sorriso no rosto da crianças da Vila Chocolatão  (por isso o nome da campanha era “Doe Por um Sorriso”), uma vila bem pobre de Porto-Alegre. Essa campanha surgiu por causa de uma disciplina do curso de Comunicação Digital, mas acabou indo além disso.

Enfim, não quero entrar em detalhes de como foi a campanha, de como foi a disciplina e nem nada disso. Como disse, dia 22 eu, um colega-amigo, uma professora e outros amigos fomos até a Vila Chocolatão entregar as doações.

Eu não sei exatamente o que eu senti quando vi todas aquelas crianças, foi uma mistura de sentimentos bons e ruins. Conheci uma menina chamada Natália, que devia ter uns 8 anos. Ela pediu para ler um livro para ela. Não lembro direito do título, mas era a história de um dragãozinho. Apesar de ser um livro infantil, tinha muitas páginas. Teve um momento que a Natália disse: “Tia, lê só o que tá escrito desse lado agora, tá?” Ela queria que eu lesse apenas a parte direita do livro, hehe.

Porém, se teve uma coisa que me deixou mais emocionada do que a Natália me pedindo para ler um livro para ela, foi algo que aconteceu na hora em que estávamos entregando os presentes para as crianças. As crianças estavam em fila, esperando ansiosamente por sua vez. Até que vejo uma garota com um bebê de mais ou menos 02 anos no colo. Ela diz:

– Moça, tem um brinquedo para a minha filha?

Eu disse:

– Claro! Aqui…

– Não tem um brinquedo para mim também?

Fiquei curiosa com o pedido. Achei estranho. Perguntei:

– Quantos anos você tem?

– Tenho 13 anos.

Fiquei surpresa! Sim, eu sei que ela não é a única garota de 13 anos que tem uma filha, mas o que me surpreendeu foi o fato dela querer brincar, de querer ter um brinquedo. Fiquei imaginando o quanto ela não tinha perdido de sua infância e acho que mesmo se ela tivesse mais de 18 anos, eu entregaria um brinquedo para ela.

Eu sei que tem muitos que pensam que ela quis assim, que ela não se cuidou. Mas e se ela foi abusada, chantageada? E mesmo que tenha sido por vontade dela, sabemos que a falta de informação e educação fez isso acontecer.

Não sei. É duro ver essa realidade e não poder fazer muita coisa.

Só fiquei feliz em conseguir ter ajudado um pouco. Faz a gente se sentir bem, aliviado. Mas queria saber se vai existir um dia em que essa realidade mudará… E termino esse texto com muitas reticências…

Crédito da foto: Luciano Louzada

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2013, Promessas, Confusão e Blábláblá

Aposto que estamos todos felizes que o mundo acabou, certo? E a NASA deve estar aliviada de ter evitado milhões de suicídios. Ok, milhões foi um exagero…

Bom, o que importa é que 2013 está chegando e eu finalmente tomei vergonha na cara e voltei com um blog. Coisa que minha mente e meus amigos estavam cobrando a um tempão! O problema é que eu tenho um pequeno defeito de abandonar as coisas que escrevo (não só isso, mas deixa quieto). Não sei explicar direito o motivo, mas parece que tudo o que escrevi fica confuso, embaralhado, algo meio “disléxico”… Além disso, tenho mania de mudar de opinião muito rapidamente. Hoje gosto de azul, amanhã quero que tudo que for da cor azul suma do mundo. Assim, muitos dos textos que escrevi não condizem mais com o que eu penso.

Sim, já ficou claro que eu sou totalmente confusa. E acho que se eu tentar me explicar, só vai piorar a situação. Deixemos isso quieto, por enquanto. Ou melhor: nem tocaremos no assunto!

A meses atrás eu tinha um blog onde eu postava por um pseudônimo. Entretanto, essa ideia de postar com outro nome não me agradava. Não me sentia eu mesma, e sim como uma fugitiva. Acabei excluindo o blog e pensando: “Melhor deixar essa história de pseudônimos com o Fernando Pessoa.” Se tem uma coisa que me arrependo, foi de não ter salvo os textos que escrevi. Eu acho que não penso muito nas coisas antes de fazer, eu simplesmente faço. Isso nem sempre é bom, vocês entendem?

Eu não tenho o costume de falar sobre mim, mas esse é um post de inauguração do blog achei que seria apropriado. Estou na expectativa para 2013. Estou com vários projetos em mente e espero não desistir deles. Também já estou pensando no meu TCC e eu sinceramente não sei o assunto que irei abordar (já pensei em algumas temáticas, mas nada definido). Vai ser um ano puxado, mas de muitas realizações!

Vejam só… Fiquei tanto tempo sem escrever que perdi um pouco mão. Por isso, peço desculpas por esse primeiro texto. Ele está longe de estar como eu queria que ele estivesse. Eu leio e releio-o e sempre tenho aquela sensação de “falta”. Também não quis reescrever ele, pois seria uma tentativa frustrada. Além do que, apesar de confuso, é sincero. Porém, prometo melhorar daqui para frente. Melhorar bastante. Não sei o que esperar dele, isso é uma incógnita para mim. Gosto de falar o que está na minha mente, seja isso uma bobagem ou algo sério. Espero agradar, nem que seja um pouquinho, quem for ler este blog. ;)

E já faço uma promessa aqui: não desistir dele tão fácil. Vou continuar com ele por um bom tempo. Se eu abandonar ele, podem colocar meu nome no Jigoku Tsuushin, haha!

É isso, por enquanto! :)

Um maravilhoso Ano Novo para todos vocês!

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